Zombie Walk em Curitiba: Ninguém quer ser Freddy Krueger

Atravessei a Praça Santos Andrade no domingo de Carnaval e encontrei mortos-vivos caminhando sob o sol. Penso que o horror à luz do dia é mais honesto, à noite, tudo é suspeito; sob o céu claro, a monstruosidade precisa sustentar-se sozinha. Entre palhaços inquietantes e criaturas ensanguentadas, conversei com dois personagens trajados de preto, portando… Leia mais Zombie Walk em Curitiba: Ninguém quer ser Freddy Krueger

Um Papai Noel na História, mas ainda não, a história de um Papai Noel.

Boris Kossoy (2003, p 45) afirma em sua obra, que “o fragmento da realidade [permanece] gravado na fotografia”, ou o registro a semelhança do real, porque “é o homem que tem a capacidade suprema de produzir semelhanças”,  conforme a doutrina das semelhanças de Walter Benjamin (2008, p. 108), que assevera, que essa faculdade, apesar de… Leia mais Um Papai Noel na História, mas ainda não, a história de um Papai Noel.

Fotografia, a Arte da Memória.

Na introdução do livro John Berger, para entender uma fotografia, Geoff Dyer (2013, p. 9) escreveu que seu interesse por fotografia “começou não por tirar fotos ou olhar para elas, mas lendo sobre elas.” Diferentes caminhos nos conduzem ao “envolvimento” com a arte fotográfica. No meu caso, transportar-me para outro lugar, outro tempo que não… Leia mais Fotografia, a Arte da Memória.

A casa como arqueologia íntima: Entrevista com Marilia Diaz

Nesta última postagem da coluna INcontros em 2025, publicamos uma entrevista incontornável, como dizem os franceses, e  encerramos o ano com uma conversa que funciona como fecho e permanência, um encontro que não busca conclusões, mas ressonâncias duráveis. Marilia Diaz é artista visual, ceramista, escritora e professora, sua obra atravessa a cerâmica, o bordado, a… Leia mais A casa como arqueologia íntima: Entrevista com Marilia Diaz

Melodia de Esperança: A Serenata que Curou o Natal

A noite de Natal se aproximava, mas na casa da família Almeida, o clima era de um silêncio pesado, marcado por duas realidades dolorosas: a doença que consumia Dona Clara, matriarca da casa, e a separação iminente entre Mariana e Roberto, seu filho e nora. O Natal, que antes trazia consigo risos, abraços e um calor familiar único, parecia distante, ofuscado pelas sombras que se acumulavam no coração de cada um. As tradições, as ceias, os presentes e as risadas haviam sido engolidos pelo turbilhão de medos e incertezas.… Leia mais Melodia de Esperança: A Serenata que Curou o Natal

Linguagens: memória e esquecimento.

…continuação. [3] FERREIRA, Maria Letícia Mazzucchi. “Corpo e Significado. Ensaios de Antropologia Social” in artigo: “O Retrato de Si”. Orientadora: Ondina Fachel Leal. Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2ª Edição, 2001, p 410. [4] BOSI, Ecléa. “O Tempo Vivo da Memória. Ensaios de Psicologia Social”. Ateliê Editorial. São Paulo/SP, 2ª Edição,… Leia mais Linguagens: memória e esquecimento.

Serenata Na Caçamba: Um Amor Que Nem a Pandemia Calou

A vida tem um jeito curioso de nos ensinar lições. Às vezes, ela nos coloca para dançar em meio a tempestades, e outras, nos faz valorizar até o cheiro do café fresquinho de manhã. Durante a pandemia, aprendemos que um abraço pode ser um luxo e que improvisar é uma arte. E, acima de tudo, aprendemos que a vida é frágil. Num instante estamos bem, no outro, tudo pode mudar. E é justamente essa fragilidade que nos ensina a importância do amor, das conexões e das memórias que criamos.… Leia mais Serenata Na Caçamba: Um Amor Que Nem a Pandemia Calou

What’s Brazilian Santa like? (II)

In the light of decolonial contemporaneity and a global South perspective, what about Santa in the tropical hemisphere? What is Brazilian Santa like?  Have we ever thought of a full Brazilian representation of this Christmas character? Or else, have we ever wondered why Santa Claus’s niche sticks with our minds every year? The well-known old-bearded… Leia mais What’s Brazilian Santa like? (II)

A estética da desobediência: Coletânea Mulheres Subversivas reescreve a história do protagonismo feminino

O ano de 2025 marca a cena literária e historiográfica de São Paulo com um lançamento que ultrapassa o estatuto de simples publicação para afirmar-se como gesto intelectual e político. A coletânea Mulheres Subversivas, organizada pela historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro*, reúne dois volumes densos e necessários, fruto de pesquisas desenvolvidas majoritariamente no âmbito do… Leia mais A estética da desobediência: Coletânea Mulheres Subversivas reescreve a história do protagonismo feminino